No domingo, 14 de setembro, Festa da Exaltação da Santa Cruz para muitos cristãos do Oriente e do Ocidente, o Papa Leão presidiu na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, uma celebração em memória dos novos mártires e testemunhas da fé do século XXI com a participação de representantes das Igrejas Ortodoxas, das Antigas Igrejas Orientais, das Comunhões cristãs e das Organizações ecumênicas que aceitaram o convite feito pelo Pontífice. “Aos pés da cruz de Cristo, nossa salvação, descrita como a ‘esperança dos cristãos’ e a ‘glória dos mártires’, o Papa recordou dos “audaciosos servos do Evangelho” justamente com “o olhar voltado para o Crucificado”, que ‘tomou sobre si as nossas doenças, carregou as nossas dores.
O Papa Leão, então, procurou dar alguns exemplos dos mártires, porque seriam muitos, já que, “infelizmente, apesar do fim das grandes ditaduras do século XX, ainda hoje não acabou a perseguição aos cristãos; pelo contrário, em algumas partes do mundo, aumentou”. Entre vários mártires, ele recordou a religiosa americana que lutou durante décadas na região amazônica contra o desmatamento e pelos direitos dos pequenos agricultores e trabalhadores:
“Penso na força evangélica da Irmã Dorothy Stang, empenhada na causa dos sem-terra na Amazônia: quando aqueles que se preparavam para matá-la lhe perguntaram se estava armada, ela mostrou-lhes a Bíblia, respondendo: «Esta é a minha única arma».”

Dorothy Stang tinha 73 anos quando foi assassinada em 12 de fevereiro de 2005. A religiosa em missão no Brasil por quase 40 anos, morreu com a Bíblia na mão. E essas mortes, disse o Papa, “não podemos, não queremos esquecer. Queremos recordar”. E Leão XIV acrescentou: e “queremos preservar a memória juntamente com os nossos irmãos e irmãs das outras Igrejas e Comunidades cristãs. Desejo, portanto, reiterar o compromisso da Igreja Católica em guardar a memória dos testemunhos da fé de todas as tradições cristãs”.
Fonte e fotos: Vatican News/Vatican Media




