“Novas Diretrizes aprovadas apontam os horizontes da missão evangelizadora da Igreja no Brasil”, afirma Dom João Justino

Foram aprovadas neste nono dia da 62ª Assembleia Geral da CNBB, as novas Diretrizes Gerais para a Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) para o período de seis anos. Esse importante documento trata-se de “um conjunto de indicações bíblico-teológicas e pastorais que os bispos escrevem e transformam em documento que aponta os horizontes da missão evangelizadora da Igreja no Brasil”, segundo Dom João Justino, arcebispo de Goiânia e vice-presidente da CNBB.

Entrevistado pelo Regional Centro-Oeste, Dom Justino explicou que o processo de elaboração das Diretrizes é longo e muito participativo: “é um documento verdadeiramente sinodal”, afirmou. O documento é resultado de muitos diálogos, de muito trabalho nas dioceses, nos regionais e na própria CNBB. O arcebispo disse que o eixo metodológico de produção do documento é exatamente a escuta e que as Diretrizes se fundamentam na Sagrada Escritura, na tradição e no magistério.

O novo documento, segundo ainda explicou o arcebispo, estáem sintonia com o processo do Sínodo sobre a Sinodalidade, além de apresentar os caminhos da missão, insistindo em cinco grandes direções que se convergem na ação evangelizadora: a animação bíblica da pastoral, a iniciação à vida cristã, as comunidades de discípulos missionários ou pequenas comunidades, a liturgia e piedade popular e o serviço à vida plena para todos. “Nós encontramos nesses caminhos a explicitação do próprio conjunto do múnus do serviço da Igreja ao mundo: o anúncio da Palavra, a santificação pela liturgia, pelos sacramentos e pela piedade popular e o pastoreio no cuidado das situações humanas especialmente aquelas que são dedicadas aos mais necessitados incluindo aí a terra como nossa casa comum que clama nossos cuidados e zelo”.

As Diretrizes da Ação Evangelizadora, como o próprio nome diz, são um guia para toda a Igreja no Brasil com foco na evangelização. Dom Justino pontuou que os valores do Evangelho permeiam todo o texto, apresentando, portanto, um sentido de ser comunidade, de promover a vida, de respeitar as pessoas, o valor dos processos e das instituições. “Podem ser colhidos ao longo do texto várias indicações que vão na direção de uma sociedade que busca encontrar-se na harmonia da beleza, da variedade de formas culturais, de expressões, mas que convergem na busca do bem comum na defesa da dignidade da vida humana”, explicou.

Promoção do documento nas paróquias e dioceses
Aprovadas as novas Diretrizes, é hora de as comunidades por todo o Brasil difundir o documento, de modo que ele seja conhecido e aplicado de acordo com cada realidade da Igreja no país. Dom Justino deu uma direção de como esse trabalho pode ser feito. “É fundamental que paróquias e dioceses promovam momentos de estudo e leitura com o texto em mãos e descubram o que dizem as Diretrizes para cada realidade. Eu diria que os planos pastorais diocesanos e das paróquias e de todas as instituições da Igreja no Brasil devem ter como ponto de partida o novo documento, oxalá as novas Diretrizes possam tornar bem fecundas a ação evangelizadora”, destacou o arcebispo.