Nos dias 21 a 24 de outubro aconteceu a Reunião do Conselho Episcopal Regional (CONSER) do Regional Centro-Oeste da CNBB, o encontro que reúne os bispos da Igreja no estado de Goiás e em Brasília aconteceu no Seminário Interdiocesano São João Maria Vianney, em Goiânia. Já a Avaliação Regional Anual aconteceu em seguida, nos dias 24 e 25, reunindo os coordenadores de pastorais, movimentos e organismos do regional, além dos coordenadores diocesanos de pastoral.

O secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Dom Ricardo Hoepers, participou do CONSER. Ele falou aos bispos sobre as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) que deverão ser aprovadas na próxima Assembleia Geral da CNBB, em 2026. Ele destacou em sua fala que é o momento da Igreja do Centro-Oeste expandir a evangelização por meio dos seus serviços. “Precisamos nesta porção da Igreja levar o próprio Cristo aos corações que ainda não o receberam. Nosso trabalho no CONSER, além de um momento fraterno, colegial, é de avançarmos no trabalho pastoral e nos projetos para os próximos anos”, afirmou.

O bispo de Luziânia e secretário do regional, Dom Agamenilton Damascena, disse que o CONSER é uma experiência de renovação, momento de refletir sobre a caminhada. “O CONSER é sempre um tempo de se abrir para Deus, a fim de que ele venha ao nosso encontro, ilumine a nossa mente e o nosso coração para voltarmos às nossas dioceses com novas ideias e muito mais dispostos a ajudar os irmãos e irmãs que estão lá a seguirem Jesus: caminho, verdade e vida. Ao refletir sobre a sinodalidade, sobre as novas Diretrizes da Ação Evangelizadora, poder tratar de realidades muito específicas do nosso Regional Centro-Oeste, é a oportunidade de a gente abrir a mente, abrir o coração para repensar as nossas atitudes, e com a ajuda dos demais enxergar mais longe a vontade de Deus que se expressa de tantas formas”.

Neste último CONSER de 2025, os bispos tiveram a presença da professora Nicali Bleyer, geógrafa da PUC Goiás. Ela fez uma reflexão sobre o Cerrado e partilhou os desafios desse bioma. “Como sociedade e universidade, precisamos dar as mãos numa luta coletiva em prol do fortalecimento dos serviços ecológicos desse bioma, a fala foi um pouco nesse sentido de entender as características do Cerrado, como ele se porta, quais os desafios e como podemos atuar como sociedade civil e representantes da sociedade civil. O fortalecimento desse bioma passa pela criação de um instituto próprio. A Amazônia já tem o seu, a Mata Atlântica também e nós ainda não. Precisamos avançar nesse sentido”.

Avaliação Anual
Já durante a Avaliação Anual do Regional, houve diversos momentos com falas, grupos de trabalho e reflexões sobre a caminhada pastoral do Regional Centro-Oeste da CNBB. Lia Flávia, coordenadora do Serviço de Animação Vocacional (SAV), refletiu com os presentes sobre a presença e importância da animação vocacional no regional. “Refletimos sobre a realidade atual no regional: temos algumas iniciativas tímidas, alguns entendimentos em processo, temos também uma realidade que precisa ser refletida, sobre um serviço de animação vocacional muitas vezes fechado numa paróquia, numa pastoral que não se abre, que fica ali focada nos eventos, há a necessidade de uma mudança de paradigma em que possamos entender a animação vocacional como uma pastoral de conjunto que tem necessidade de estar em comunhão com outras pastorais, agindo em outras pastorais”.

Ao fazer um balanço do CONSER e da Avaliação Anual, o presidente do Regional, Dom Waldemar Passini, disse que os dois encontros são a oportunidade ímpar de olhar para a vida da caminhada da Igreja no Centro-Oeste e perceber os passos dados e os desafios que ainda se tem para superar. “É o momento que temos para a partilha dos bispos referenciais, pois nós acompanhamos o cotidiano do regional, a vida nas dioceses nas diversas dimensões que são apresentadas por meio das comissões episcopais da CNBB, e no acompanhamento dos agentes”. Dom Waldemar citou a presença do Ricardo Hoepers no encontro, como muito importante e da professora Nicali, “que nos ajudou a perceber as riquezas do Cerrado e sua importância”.





