O Congresso Internacional “Concílio Vaticano II: 60 anos a caminho da esperança” foi realizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Arquidiocese de Goiânia e PUC Goiás, nos dias 8 a 10 de dezembro de 2025, na Cidade da Comunhão (CPDF), em Goiânia. O evento reuniu teólogos, bispos, agentes de pastoral, professores, estudantes e fiéis para momentos de reflexão, diálogo e aprofundamento sobre a atualidade do Concílio Vaticano II na vida da Igreja. Foi constituído de grandes conferências e mesas-redondas, além de apresentações de comunicações.
A abertura aconteceu na noite de 8 de dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição, com a celebração eucarística do presidente da CNBB e do CELAM, cardeal Dom Jaime Spengler, marcando o início dos trabalhos. Após a celebração, a mesa foi composta com representantes das instituições realizadoras. Em seguida, o bispo do Patriarcado de Lisboa, Dom Alexandre Palma, na conferência inaugural, destacou que a data coincidiu com os 60 anos do encerramento do Concílio Vaticano II, ressaltando sua contribuição permanente para a eclesiologia de comunhão e para uma Igreja aberta ao diálogo com os desafios do tempo presente.
Durante as reflexões iniciais, foi enfatizada a importância de retomar o legado conciliar para fortalecer a missão da Igreja no século XXI. O cardeal Dom Jaime Spengler, em coletiva de impressa, ressaltou que a recepção do Concílio exige uma leitura contínua e comprometida, capaz de responder aos desafios pastorais e sociais do Brasil e da América Latina. A reitora da PUC Goiás, Olga Izilda Ronchi, destacou a marca conciliar na identidade da universidade e seu compromisso com a formação integral à luz do Evangelho.
Na segunda noite do congresso, em 9 de dezembro, as atividades foram iniciadas com a Santa Missa presidida pelo de Anápolis e presidente do Regional Centro-Oeste da CNBB, Dom Waldemar Passini, que em sua homilia inspirada no evangelho da ovelha reencontrada (MT 18, 12-14) destacou “é assim que Deus nos quer: mais felizes. Esta é a ótica da missão: a Igreja é missionária, ela existe para evangelizar”.
Após a celebração, o bispo emérito de Livramento (BA) e diretor espiritual do Colégio Pio Brasileiro, em Roma, Dom Armando Bucciol, aprofundou o sentido da liturgia como expressão da identidade da Igreja e experiência viva do mistério de Cristo. Em sua abordagem, ressaltou a importância de uma catequese mistagógica que una formação doutrinal e participação ativa dos fiéis nas celebrações.
O encerramento ocorreu na noite de 10 de dezembro, com a Santa Missa presidida pelo Cardeal Dom Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília, que ressaltou “essa visão bonita que Jesus tem do humano não é só um convite a descansar Nele, mas é todo um caminho que a Igreja foi fazendo e todo o caminho que o Concílio Vaticano II propôs com essa centralidade de Cristo”, destacou o Cardeal em sua homilia.
Para encerrar a noite tivemos a conferência da professora emérita de Teologia Maria Inês de Castro Millen, que refletiu sobre a teologia moral à luz da recepção do Concílio Vaticano II, destacando o impulso dado pelo pontificado do Papa Francisco. Ao final, o arcebispo metropolitano de Goiânia, Dom João Justino, avaliou positivamente o congresso e incentivou a continuidade do estudo e da vivência dos documentos conciliares como fonte de orientação para a missão evangelizadora.
O congresso marcou um momento significativo de formação e reflexão teológica, reafirmando a atualidade do Vaticano II e sua contribuição para uma Igreja sinodal, missionária e em constante diálogo com a realidade contemporânea.




