Segunda, 29 Janeiro 2018 17:23

Em Curso Anual, bispos concluem que superar o Ateísmo exige formação personalizada

Reunidos no Centro de Estudos e Formação do Sumaré, no Rio de Janeiro (RJ), nos dias 22 a 26 de janeiro, cerca de 70 bispos estudaram o tema “O Ateísmo – formas atuais e desafios à evangelização”, na 27ª edição do Curso Anual para os bispos brasileiros, promovido pela Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Do Regional Centro-Oeste da CNBB, participou o bispo auxiliar de Goiânia e secretário do regional, Dom Levi Bonatto; o bispo de Luziânia, Dom Waldemar Passini Dalbello; e o bispo de Formosa (GO), Dom José Ronaldo.

O curso contou com conferencistas e professores nacionais e internacionais, especialistas no tema, como o prelado do Opus Dei, Dom Fernando Ocáriz; o professor de Teologia Moral e sacerdote do Opus Dei em Brasília, Rafael José Stanziona; o filósofo e vice-reitor da Universidade Católica de Milão, prof. Dr. Francesco Botturi; e frei Francisco Patton, OFM, licenciado em Ciências da Comunicação, pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma, e Custódio da Terra Santa.

Para Dom Levi, a formação é de fundamental importância, uma vez que o tema é bastante atual e preocupante para a Igreja Católica. Segundo ele, durante o curso, os bispos procuraram encontrar soluções e/ou fazer considerações e reflexões que os levem a tratar desse tema de forma prática em suas dioceses. Entrevistado, Dom Levi explicou o que é o Ateísmo e os seus desdobramentos. “É a negação de Deus. Embora não seja novidade, ele sempre existiu em todas as épocas, mas se intensificou com o Marxismo – esse que é a negação de Deus por meio da exaltação do materialismo e das lutas de classe, conforme nos colocaram muito bem os palestrantes durante o curso”, afirmou.

O Relativismo – disse Dom Levi – também contribuiu para que o Ateísmo se disseminasse, uma vez que para aquele a verdade já não é mais verdade definitiva e o mesmo tema pode ter várias verdades sob o ponto de vista moral e o ponto de vista filosófico.

Ideologia de Gênero

Outro apontamento feito durante o curso foi sobre a Ideologia de Gênero, que também promove o Ateísmo. “A Ideologia de Gênero, que é uma negação contra a natureza, é, portanto, uma negação contra o criador, porque ela defende que o homem não nasce homem ou mulher, e, sim, que ele ou ela se fazem homem ou mulher durante a sua vida, e isso exclui Deus do processo”, comentou o bispo auxiliar de Goiânia.

Dom Levi também pontuou outros temas que levam a sociedade ao Ateísmo, como é o caso da secularização, que é a perda da presença de Deus no meio do mundo, ou seja, as pessoas não veem mais Deus como aquele que está no meio da sociedade, pois ele já não é o Pai da história e, diante disso, são outros os interesses que levam as pessoas a orientarem suas vidas”. O laicismo também foi estudado como consequência do Ateísmo. “O laicismo é uma ingerência de pessoas na Igreja e que agem em nome da Igreja para conseguir benefícios próprios e pessoais, inclusive fazendo coisas incorretas que não estão de acordo com a moral da Igreja. Já laicidade é a ingerência dos católicos que, com as suas ideias, transformam a sociedade com os bons costumes, e as boas ideias. Enfim, levam tudo aquilo que é bom do Catolicismo para a sociedade e para as suas famílias”, explicou.

 Solução

Ao fim do curso, com as conclusões, foram apresentadas algumas soluções para o Ateísmo na atualidade. A primeira delas seria a redefinição da pessoa humana. Essa apresentação foi feita por Dom Fernando Ocáriz. “Redefinir a pessoa humana seria superar o materialismo, a Ideologia de Gênero, a secularização e o laicismo. Seria voltar a pessoa para o absoluto que é Deus”. Diante disso, conforme Dom Levi, a Igreja tem um importante papel. “A Igreja precisa dar formação às pessoas e de forma individualizada. Embora a formação coletiva seja importante, chega o momento em que a Igreja tem que criar condições de atender pessoa a pessoa, porque a conversão é muito pessoal. A Igreja tem que ajudar a pessoa a descobrir o absoluto, e a pessoa precisa ter onde viver essa fé absoluta, que é o encontro com Deus. É papel ainda da Igreja manter a pessoa no absoluto. E em seguida vem a parte sacramental, da liturgia, que o mantém na fé”.

 

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